CARTAS100NEXO

EU SOU FEITA DE AMOR,É DE AMOR QUE ME VISTO E NÃO SEI VIVER SEM AMOR.
AMO CADA DIA QUE PASSA, AMO O MEU MUNDO E TODOS OS QUE DELE FAZEM PARTE...SERÁ TALVEZ UM PEQUENO MUNDO, MAS GRANDE O SUFICIENTE PARA ACOLHER TODOS OS MEUS GRANDES AMORES!

QUE SEJA BEM VINDO...QUEM VIER POR BEM!

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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Teu nome....Poesia!


Tu és aquela perfeita poesia
Que eu jamais saberei criar,
De uma furiosa harmonia,
Que tua alma consegue espelhar.

O amor nasceu numa noite fria,
Que o sol não tardou em aquecer,
E em que a lua fez a fantasia
De não deixar voltar a escurecer.

Procurei-te atrás de cada sombra,
Entre a multidão que dançava em euforia,
O chão parecia tela de alfombra,
Que pisei com pasmos de imensa alegria.

Juntos existimos numa alma unida,
Com que exploramos a rua deserta,
Em busca da liberdade indefinida,
Que alguém guardou em parte incerta.

A noite desfalece serenamente,
Mas mesmo assim eu acredito,
Que tu vais viver eternamente,
No olhar oculto deste meu grito.

Agora a manhã nasce impaciente
E o sol repete o gesto infinito
Que eu persegui desde sempre,
E que mora na alma onde eu habito. 

A. Victorino

quarta-feira, janeiro 26, 2011

A TI...me confesso!


Fitei teus olhos por um momento,
E de repente senti que eu flutuava...
Voando além das nuvens, em pensamento...
Contanto as horas, os minutos, os segundos...
Enfim, os momentos em que ao teu lado caminhava!

A cada dia melhor me sinto
 Em meus sentidos mais e mais eu me confesso...
A cada novo amanhecer mais me alimento
Do vício por teu corpo em que tropeço …
Em cada carinho, me sinto mais em teu coração
Em cada beijo alimento mais meu amor em teu afago...
Não restam dúvidas... Só pode ser paixão. 

Encanta-me saber que, por momentos, tu possas sentir o mesmo.
E instiga minha mente desvendar teus mistérios.
Será que um dia entenderei todos?
Será que um dia me conseguirás ler como eu te li?
Por ora, deixemos alguns intocados...
Pois é o prazer da descoberta que mais e mais me liga a ti!

Acho que te amo, não…eu sei que te Amo!
Não com um daqueles amores imensuráveis,
Mas com um daqueles singelos, 
Que se firmam nos pequenos detalhes,
E aumentam a cada dia que passa,
Aqueles que aos poucos se tornam gigantes, 
Em que já nada atinge, dois ternos amantes.

Hoje, é impossível negar, que tu me fazes tão bem,
Pergunto o porquê de não te ter conhecido antes?
As coisas teriam sido tão melhores....
Mas por outro lado, eu não teria passado o que passei…
Não saberia o que hoje sei…
Hoje seríamos quem fomos e não quem somos...
Então prefiro pensar, que tudo ocorreu no tempo certo.
Chegaste no momento em que te quero assim…perto!
Naquele em que mais precisava de viver esta doce ansiedade…
No momento em que o amor… é uma promessa de felicidade! 


A. Victorino

domingo, janeiro 16, 2011

Amantes


O sol a morrer aos poucos,
Espalha seu sangue no céu,
A lua coberta com um véu,
Se aproxima lentamente,
E em todo o firmamento,
Se ouve aquele lamento,
Dos amantes em loucura,
Molhados pelo luar,
Que se embarga ao despertar.

E do sol que se esvaiu,
Só resta um  ténue resquício,
Adormece quase a medo,
Deitado em quente penedo,
Onde sua auréola caiu.

A noite abraça os dois corpos,
Que se amam loucamente,
Embriagados pelo sonho...
Oh Lua espera um momento,
Não te vás já por favor,
Deixa sonhar o amor,
O Sol já vem quente e firme,
E quando a Lua beijar,
Os amantes vai acordar.

O sol não quer vir ainda,
Pede à Lua para ficar,
Juntos se abraçam num esgar,
Dois corpos ainda a suar,
Deixando o sonho voar!

O Sol vem beijar a Lua,
Quais amantes casuais,
Se encontram na mesma rua,
No raiar de um dia mais!

A. Victorino

sábado, dezembro 25, 2010

Meu Ninho...


Fiz um ninho no meu peito,
Para quando ele chegar,
Um ninho feito a preceito,
Para o meu amor morar.

Outros ninhos eu já fiz,
Desfeitos foram pela dor,
Por momentos fui feliz,
Mas não desisto do amor!

De novo partilho o ninho,
Com a alma de outro ser,
Que palmilhou tal caminho,
E sacia todo o meu querer.

É manancial de carinho,
Emana raios de esperança,
Quedou  o colibri atroz ,

Da rosa, quebrou-se o espinho,
Confluência, sintonia e dança,
Num verso clamado em nós!

(A. Victorino)

sexta-feira, dezembro 17, 2010

EU...


Quem sou eu para além daquela que se mostra,
Perdida entre florestas e sombras de ilusão,
Pérola opaca escondida em infrangível ostra,
Guiada por passos invisíveis da perfeição.

Sou eu o que fui e cada vez mais quero ser,
Corajosa o suficiente para dizer “eu tenho medo”,
Quebrada por déspota ódio que vou deter,
Salva pelo anjo dos mártires no degredo.

Quem sou além daquela que quero ser?
Quem sou além daquela que aqui está?
Reerguida, mais forte, justa, de coração em paz…

Sou o amor que chega sem se deter,
Sou pedra de gelo que sempre se solverá,
Hoje sou EU, que o Eu de ontem, para sempre jaz!!

A. Victorino

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Desencontros

Porque insisto eu em olhar,
Nos teus olhos sem te ver,
Te abraçar sem te sentir,
Te encontrar…
Sem me  perder.
E ainda assim te amar.
Amar sem nada esperar,
E não me perguntes porquê,
Algo que o coração vê.
E não te culpes a ti
Fui eu que me envolvi ,
Com a doçura do teu olhar,
Sem a frieza explorar.
Eu me encantei sem pensar,
Com o calor dos teus braços,
E fui feliz por tempos escassos,
Me exasperei com teus carinhos,
Em desencontrados caminhos.
E mergulhei nos teus beijos,
Em exacerbados desejos.
Tive-te sempre a meu lado,
Sem na verdade teres estado.
Deixei-te guiar minha vida,
Até me encontrar perdida.
Enxugaste minhas lágrimas,
Fazendo-me crer e ter esperança,
Mesmo sem me teres olhado,
Mesmo sem me teres falado,
Acreditar que o teu olhar,
Um dia me vai encontrar!

A. Victorino

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Punhal de Paz

Hoje, rasguei os anos e anos de mágoa que guardas de mim…
Apenas porque te quis e nunca foi suficiente ter-te querido assim…
Partiste e apagaste as histórias de um tempo que não tem fim.
Ainda assim guardei memórias que insisto em pintar de vermelho. 
Vermelho rubro de amor, da dor e do sarcasmo em que me espelho.. 
Mastigaste tudo o que poderíamos ter dito…
mas que ficou assim… esquecido num outro plano.
Como esqueceste de mim as palavras que ainda reclamo. 
Ficou por escrever o poema que tantas vezes ansiei, 
mas que não continha as palavras que  sonhei.
Um dia pedi-te que me escrevesses. 
Tu gritaste-me para não to pedir, 
que as palavras eram os punhais que eu usava para te ferir.
Hoje deste-me um poema 
como quem dá uma lágrima. 
Retrataste nele o vazio que construíste para nós. 
Durante anos procurei o teu colo e a tua voz. 
E o conforto manso de um sentir a sós. 
Era no teu peito que apagava todas as dores de estar viva
de pulsar... 
de sentir... 
de ser eu...
Neste corpo inerte que sem ti morreu!
Hoje deste-me um poema como quem dá um grito.
A romper o silêncio… 
O silêncio que disse tanto
mas que nada diz que não tenha sido já dito.
Hoje deste-me um poema e deixaste em minha mão,
o sangue que deixou de viajar pelo teu sofrido coração
Amei-te como nunca mais saberei amar ninguém. 
Amei-te com a força dos corpos que se misturaram..
Com o mistério dos abraços que se desentranharam. 
Amei-te como outros quiseram ser amados..
Mas eu não podia…
Eu não saberia amar ninguém mais além de ti. 
Hoje deste-me um poema
 e em troca levaste o amor que me susteve aqui.
Hoje sou eu que corto a minha alma...
Com este punhal de paz, com que jamais eu te feri!

A. Victorino

quinta-feira, novembro 18, 2010

Versos de Amor!



Às vezes choro de amor,
Sem nada poder lamentar,
Outras vezes escondo a dor,
Que teima em dilacerar.

Sou frequentemente instável,
Moro em  pensamentos loucos,
Sonhos me deixam irrefreável,
Mas a mim chegam, aos poucos!

Eu sei que não sei escrever…
Palavras teimo em perder …
Não sei mostrar meu fervor…

Mas um dia sem ninguém querer…
Para ti vou conceber…
Os mais lindos versos de amor!

A. Victorino

quinta-feira, novembro 04, 2010

Eu não sabia!

Vivo a vida em torno do que acho certo,
Ate o dia que eu mudar de opinião,
A minha experiência
É meu pacto com a ciência.
Meu conhecimento,
Minha grande contradição.
 
Vivo de acordo com o meu ponto de vista…
Eu não aceito a teoria chauvinista!
Meu mundo está fechado para visitas,
Eu não aceito turistas!

O medo mora perto das ideias loucas…
Que não são poucas,
Eu vivo meu filme em stand-by,
Em câmara lenta tudo se esvai,
Por vezes me sinto em areia movediça,
De onde não saio por preguiça,
Quanto mais mexo mais me afundo em mim
Eu só sei viver assim.

Gosto de desenhar minha vida, é minha lei,
Mas cedo esqueço tudo o que arquitectei,
Eu vivo nesse cenário feito por mim,
Onde entro e saio quando estou afim,
Mas hoje eu sei que a noite em que me deitei,
Ficará  clara em cada raiar do dia…
Para iluminar a vida que eu inventei...
Algo que antes, simplesmente… Eu Não Sabia!


A. Victorino

segunda-feira, outubro 25, 2010

Madrourada


Ouve... 
Não é o som da noite dourada.


Isso define uma mensagem de prata,
Estes são os sinais do passar das horas,
Deixando sua legenda marcada,
Tristeza e felicidade encarnada,
Qual Gioconda firmemente emoldurada,
Estátuas com imóveis olhos,
Com o fluxo da história, através da pedra,
A terra tem gestos de paisagem,
Que o homem normal pode sentir,
As piscadelas do céu,
Cheio de insaciáveis sorrisos,


És o homem que não percebe,
Que não é um gesto da tarde...
Sério, doce, triste, doloroso, árido,


Ouve... 
Não é o som da noite dourada.
É o sussurro de uma outra madrugada!


A. Victorino

domingo, outubro 17, 2010

Encontrei-me...em TI!

Não sei onde me procurar...
Pois não me encontro...
Mas não desisto de me encontrar,
Procuro-me no céu, na lua, no mundo,
Estou perdida, neste caminho, sem fundo.


Alma tão bela, que me encorajas a seguir,
Dá-me um  sinal…faz-me partir…
Quero voltar á terra e ter coração,
Quero ser presente,
Quero ter passado,
Quero sonhar o futuro,
Mas quem não sente
Que é amado,
Não escarpa o muro,
O Passado morreu,
Presente está perdido como eu,
E o futuro?
O futuro viaja nas veias do pensamento,
Espero por ele em cada lamento,
Pode ser uma ilusão, mas alimenta,
Entristece, angustia mas complementa.


Jamais direi adeus ao sonho…
Mas…onde se alojou o sonho?
Está em mim algures, onde não me encontro…


No pensamento?
No coração?
Eu sei que há solução,
Mas dorme comigo a solidão…


Será que viver não tem sentido?
Será que não há mais nada para procurar?


Há sim… e por isso me procuro…
Em estrelas cadentes de alva luz…
Em negros filamentos de malfadada cruz.


Como posso encontrar os outros…
Se nem eu própria me encontro?
Procurei-me em todo lado,
Mas acabei por me achar.
Encontrei-me em mim mesma…
E ao meu encontrar eu te descobri…
Descobri ao acalmar o coração, 
Que sempre estiveste aqui.
Descobri, que jamais me encontraria,
Se não te encontrasse a ti
Por isso alma...vai-te encontrando, 
Porque a vida vai passando,
E eu não vou voltar a perder  o seu comando!!!


A. Victorino

domingo, outubro 10, 2010

O mar...onde te espero!!!


Quando procurares por mim e não me achares,
procura-me sempre na imensidão do mar…
Eu serei a onda que virá ao teu encontro …
Sussurrar que continuo aqui só para  te amar!

Saí da escuridão de dor e de tormento,
Enfrentei esse marasmo em que te vejo,
Pois uma pomba poisou em meu lamento,
E devolveu para além do mar aquele beijo!

E se nem no mar tu me encontrares,
Procura-me nas vagas do passado,
Onde adormeci num dia de fervor…

Estarei no praia quente que sonhares,
Estarei no teu presente abençoado,
Estarei onde enterrares o teu Amor!!!

A. Victorino

domingo, outubro 03, 2010

Cores de Outono


Poiso num banco envolto em melancolia,
As folhas secas já começam a acumular,
Relâmpagos cortam a noite em pleno dia,
Para doces sonhos e esperanças eu vislumbrar.

Sob uma ponte de um passado já vivido,
Corre outra vez a velha ria adormecida,
Cada faísca me fere o corpo entorpecido,
Num estilhaçar em minha inata nostalgia.

Amanhece o Outono de novo em teu olhar,
Conservo intacta a felicidade aprisionada,
Becos escuros silenciados num esgar profano…

Incólumes faíscas de um outro relampejar,
Corrupta vaga neste horizonte assassinada,
Esvaindo em sangue a cor insana do oceano!!!

A. Victorino


Publicado no Blog  "A Porta Verde do Sétimo Andar"