CARTAS100NEXO

EU SOU FEITA DE AMOR,É DE AMOR QUE ME VISTO E NÃO SEI VIVER SEM AMOR.
AMO CADA DIA QUE PASSA, AMO O MEU MUNDO E TODOS OS QUE DELE FAZEM PARTE...SERÁ TALVEZ UM PEQUENO MUNDO, MAS GRANDE O SUFICIENTE PARA ACOLHER TODOS OS MEUS GRANDES AMORES!

QUE SEJA BEM VINDO...QUEM VIER POR BEM!

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quinta-feira, março 17, 2011

Eu tive um Sonho...

Esta noite eu tive um sonho...
No meu sonho, as pessoas tinham grandes planos,  projectos utópicos,
Poucos recursos, mas muita energia e esperança.
No meu sonho, a fé era algo tão forte que se tornava  palpável....


Esta noite eu tive um sonho...
No meu sonho,as pessoas se amavam sem se perguntarem...
Por que lutavam umas pelas outras, sem pedir nada em troca!
No meu sonhos, os amantes acreditavam que tudo era possível, 
E por tanto acreditarem, possíveis se tornavam.


Esta noite eu tive um sonho…
Sonhei que eu poderia ser superior aos meus próprios sonhos...
Sonhei que todos poderiam realizar os seus, se acreditassem com muita força…
E se vivessem com a mesma intensidade!
No meu sonho…limite era só um palavra, jamais uma imposição...


Esta noite eu tive um sonho…
No meu sonho não havia impossíveis,
Bastava minha redoma quebrar,
E nas asas do meu sonho, voar!

Esta noite eu tive um sonho...
Acordei do sonho, mas o sonho continua no meu coração!
Os sonhos foram feitos, não só para serem sonhados,
Mas essencialmente para serem superados e realizados!!!

Esta noite…meu sonho vai-se anichar  no seu espaço,
Até à noite em que jazeremos abraçados…

A. Victorino


(Dedicado à minha querida AMIGA - Flor Pereira)

sábado, fevereiro 26, 2011

Meu Querer...Meu CRER!!!

Eu firmo meu olhar em tudo,
Releio, repenso, religo tudo,
Desligo a luz do anoitecer,
Fixo-me no que parece…
Ser a melhor forma de viver,
Quase recaio no erro…quase,
MAS SER…é o meu CRER!

Agradeço a Deus:

Os amigos que me deu,
O amor que se fortaleceu,
A imensidão do céu azul sem hífens, 
As conquistas dos sonhos projetados,
A vontade de viver…
Que me devolve a calma,
A felicidade das escolhas,
A coragem para viver com alma! 

Escolhas... amo essa liberdade... de “es..colher”
Colher azul nos campos de girassóis amarelos,
Sou quem sou,
Vivo como quero viver,
Sou um ano novo dentro de um outro a renascer!! 

A. Victorino

domingo, fevereiro 20, 2011

Feelings

Choras,
Deixas teu pranto rolar na cascata de meus ombros,
Deixas tua cabeça pender como rocha na escarpa de meu peito,
Estarás seguro mesmo que divises o precipício a tua volta...

Sofres,
Mas choras mesmo, a dor que deveras sentes,
O amor que morreu nas pétalas amarelas de tua flor,
Que desabrochou e ninguém veio colher o teu amor...

Lamentas-te,
E não enxugas as lágrimas que verterem,
Cultivas a tua dor na semente do mal que te fizeram,
Teu pranto irrigará o sulco da pedra, do amor que renascerá...

Cegas,
Não escondas o belo rosto, mesmo que tracejado pelo tempo, 
Não deixes que lhe fuja a vida,
Não esqueças de olhar ao redor, observa a montanha majestosa...

Gritas,
O quanto choraste, o quanto sentiste,
Isso representa o quanto não devias ter-te lançado,
Em busca de tua aventura, de tua paixão...

Choras...
Sofres...
Lamentas...
Cegas...
Gritas...
E assim VIVES
Ou REVIVES!!

E depois quando o teu pranto cessar,
Depois que o amor a teu coração regressar,
Tornas a florescer, aprendes de novo a viver,
E colherás as flores, os frutos ao teu redor, 
Que são muitos, e que na cegueira de teu sofrer, 
No teu desespero…tuas mãos não souberam colher... 

A. Victorino

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Meu Paraíso...És TU!


Jamais será tarde para murmurar teu nome,
Sinto-te me esperando em algum lugar,
Meus momentos mais belos se aproximam,
A escrever versos e versos que nunca rimam,
Navegar em altas vagas e me banhar,
Nas águas transparentes desse teu mar.

Nunca será tarde para retirar a cinza,
Acumulada na tua ausência desta estrada,
Caminhar ao sabor da fresquidão da brisa,
E voltar a rir outra vez à gargalhada...

Se eu escutar o arrebatamento dos teus sonhos, 
Em tua mão, suave toque que me aquece...
Em teus beijos, o sumo que me enternece…
E em teus passos, o desejo que me enlouquece...

Que se mova todo o Universo à nossa volta,
Tu serás aquela estrelinha mais brilhante,
Que se desmancha em feixes de luz e de sorriso…
Meu amor será toda a matéria que se solta,
Que a ti se une para criar o Eterno Paraíso...

A.Victorino

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Me Encontro


Mar calmo de ondas mansas,
Onde cheguei tão cansada, 
Este corpo maltratado, 
A pedir pouco do nada. 

Água benta a exorcizar, 
O desconforto da mente,
As mágoas, não vão quedar, 
O tormento persistente.

Dei um mergulho bem fundo, 
Como quem quer afogar,
Toda a maldade do mundo,
Morrer no fundo do mar. 

Leve, leve como uma pluma, 
Ser leveza a flutuar,
Fundir-me com branca espuma,
Alma… começa a clarear. 

De desespero é o choro,
Não mais, que ensaio vocal, 
Gaivotas cantam em coro,
Antevendo o temporal.

Mais tarde, um pouco mais tarde... 
Conheço o brilho do céu... 
O som do silêncio cobarde, 
Que da minha força é réu.

Um dia... Hoje sei quando… 
Meu corpo e alma curados,
Partimos com o comando,
Dos sonhos reencontrados!!!

A. Victorino

sábado, fevereiro 05, 2011

Breve Ausência!


Hoje a noite é de breu,
Difícil já é passar,
Sem um carinho teu.

Ontem deixaste a promessa
Eu sei que o vazio é breve,
E que voltarás depressa.

Mas…
A dor da tua ausência…
Oculto-a nos rabiscos que pinto,
Enquanto as estrelas lá fora,
Revelam a luz da aurora,
Brilhante como eu te sinto.

A dor da tua ausência…
Descubro-a nos soluços cavados,
Que sobressaltam meu chão,
Sismos que ameaçam calados,
Esta terra de ilusão.

A dor da tua ausência… 
Entrego-a na lágrima obstinada,
Que nasce no rincão oculto, 
Desta planície do nada, 
Onde antevejo teu vulto.

A dor da tua ausência…
Deslaço-a agora em mim,
Colo de quimeras mil,
Encontro os pastos de Abril,
Livres da abstinência, 
A Ausência chegou ao fim!!! 

A. Victorino

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Teu nome....Poesia!


Tu és aquela perfeita poesia
Que eu jamais saberei criar,
De uma furiosa harmonia,
Que tua alma consegue espelhar.

O amor nasceu numa noite fria,
Que o sol não tardou em aquecer,
E em que a lua fez a fantasia
De não deixar voltar a escurecer.

Procurei-te atrás de cada sombra,
Entre a multidão que dançava em euforia,
O chão parecia tela de alfombra,
Que pisei com pasmos de imensa alegria.

Juntos existimos numa alma unida,
Com que exploramos a rua deserta,
Em busca da liberdade indefinida,
Que alguém guardou em parte incerta.

A noite desfalece serenamente,
Mas mesmo assim eu acredito,
Que tu vais viver eternamente,
No olhar oculto deste meu grito.

Agora a manhã nasce impaciente
E o sol repete o gesto infinito
Que eu persegui desde sempre,
E que mora na alma onde eu habito. 

A. Victorino

quarta-feira, janeiro 26, 2011

A TI...me confesso!


Fitei teus olhos por um momento,
E de repente senti que eu flutuava...
Voando além das nuvens, em pensamento...
Contanto as horas, os minutos, os segundos...
Enfim, os momentos em que ao teu lado caminhava!

A cada dia melhor me sinto
 Em meus sentidos mais e mais eu me confesso...
A cada novo amanhecer mais me alimento
Do vício por teu corpo em que tropeço …
Em cada carinho, me sinto mais em teu coração
Em cada beijo alimento mais meu amor em teu afago...
Não restam dúvidas... Só pode ser paixão. 

Encanta-me saber que, por momentos, tu possas sentir o mesmo.
E instiga minha mente desvendar teus mistérios.
Será que um dia entenderei todos?
Será que um dia me conseguirás ler como eu te li?
Por ora, deixemos alguns intocados...
Pois é o prazer da descoberta que mais e mais me liga a ti!

Acho que te amo, não…eu sei que te Amo!
Não com um daqueles amores imensuráveis,
Mas com um daqueles singelos, 
Que se firmam nos pequenos detalhes,
E aumentam a cada dia que passa,
Aqueles que aos poucos se tornam gigantes, 
Em que já nada atinge, dois ternos amantes.

Hoje, é impossível negar, que tu me fazes tão bem,
Pergunto o porquê de não te ter conhecido antes?
As coisas teriam sido tão melhores....
Mas por outro lado, eu não teria passado o que passei…
Não saberia o que hoje sei…
Hoje seríamos quem fomos e não quem somos...
Então prefiro pensar, que tudo ocorreu no tempo certo.
Chegaste no momento em que te quero assim…perto!
Naquele em que mais precisava de viver esta doce ansiedade…
No momento em que o amor… é uma promessa de felicidade! 


A. Victorino

domingo, janeiro 16, 2011

Amantes


O sol a morrer aos poucos,
Espalha seu sangue no céu,
A lua coberta com um véu,
Se aproxima lentamente,
E em todo o firmamento,
Se ouve aquele lamento,
Dos amantes em loucura,
Molhados pelo luar,
Que se embarga ao despertar.

E do sol que se esvaiu,
Só resta um  ténue resquício,
Adormece quase a medo,
Deitado em quente penedo,
Onde sua auréola caiu.

A noite abraça os dois corpos,
Que se amam loucamente,
Embriagados pelo sonho...
Oh Lua espera um momento,
Não te vás já por favor,
Deixa sonhar o amor,
O Sol já vem quente e firme,
E quando a Lua beijar,
Os amantes vai acordar.

O sol não quer vir ainda,
Pede à Lua para ficar,
Juntos se abraçam num esgar,
Dois corpos ainda a suar,
Deixando o sonho voar!

O Sol vem beijar a Lua,
Quais amantes casuais,
Se encontram na mesma rua,
No raiar de um dia mais!

A. Victorino

sábado, dezembro 25, 2010

Meu Ninho...


Fiz um ninho no meu peito,
Para quando ele chegar,
Um ninho feito a preceito,
Para o meu amor morar.

Outros ninhos eu já fiz,
Desfeitos foram pela dor,
Por momentos fui feliz,
Mas não desisto do amor!

De novo partilho o ninho,
Com a alma de outro ser,
Que palmilhou tal caminho,
E sacia todo o meu querer.

É manancial de carinho,
Emana raios de esperança,
Quedou  o colibri atroz ,

Da rosa, quebrou-se o espinho,
Confluência, sintonia e dança,
Num verso clamado em nós!

(A. Victorino)

sexta-feira, dezembro 17, 2010

EU...


Quem sou eu para além daquela que se mostra,
Perdida entre florestas e sombras de ilusão,
Pérola opaca escondida em infrangível ostra,
Guiada por passos invisíveis da perfeição.

Sou eu o que fui e cada vez mais quero ser,
Corajosa o suficiente para dizer “eu tenho medo”,
Quebrada por déspota ódio que vou deter,
Salva pelo anjo dos mártires no degredo.

Quem sou além daquela que quero ser?
Quem sou além daquela que aqui está?
Reerguida, mais forte, justa, de coração em paz…

Sou o amor que chega sem se deter,
Sou pedra de gelo que sempre se solverá,
Hoje sou EU, que o Eu de ontem, para sempre jaz!!

A. Victorino

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Desencontros

Porque insisto eu em olhar,
Nos teus olhos sem te ver,
Te abraçar sem te sentir,
Te encontrar…
Sem me  perder.
E ainda assim te amar.
Amar sem nada esperar,
E não me perguntes porquê,
Algo que o coração vê.
E não te culpes a ti
Fui eu que me envolvi ,
Com a doçura do teu olhar,
Sem a frieza explorar.
Eu me encantei sem pensar,
Com o calor dos teus braços,
E fui feliz por tempos escassos,
Me exasperei com teus carinhos,
Em desencontrados caminhos.
E mergulhei nos teus beijos,
Em exacerbados desejos.
Tive-te sempre a meu lado,
Sem na verdade teres estado.
Deixei-te guiar minha vida,
Até me encontrar perdida.
Enxugaste minhas lágrimas,
Fazendo-me crer e ter esperança,
Mesmo sem me teres olhado,
Mesmo sem me teres falado,
Acreditar que o teu olhar,
Um dia me vai encontrar!

A. Victorino

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Punhal de Paz

Hoje, rasguei os anos e anos de mágoa que guardas de mim…
Apenas porque te quis e nunca foi suficiente ter-te querido assim…
Partiste e apagaste as histórias de um tempo que não tem fim.
Ainda assim guardei memórias que insisto em pintar de vermelho. 
Vermelho rubro de amor, da dor e do sarcasmo em que me espelho.. 
Mastigaste tudo o que poderíamos ter dito…
mas que ficou assim… esquecido num outro plano.
Como esqueceste de mim as palavras que ainda reclamo. 
Ficou por escrever o poema que tantas vezes ansiei, 
mas que não continha as palavras que  sonhei.
Um dia pedi-te que me escrevesses. 
Tu gritaste-me para não to pedir, 
que as palavras eram os punhais que eu usava para te ferir.
Hoje deste-me um poema 
como quem dá uma lágrima. 
Retrataste nele o vazio que construíste para nós. 
Durante anos procurei o teu colo e a tua voz. 
E o conforto manso de um sentir a sós. 
Era no teu peito que apagava todas as dores de estar viva
de pulsar... 
de sentir... 
de ser eu...
Neste corpo inerte que sem ti morreu!
Hoje deste-me um poema como quem dá um grito.
A romper o silêncio… 
O silêncio que disse tanto
mas que nada diz que não tenha sido já dito.
Hoje deste-me um poema e deixaste em minha mão,
o sangue que deixou de viajar pelo teu sofrido coração
Amei-te como nunca mais saberei amar ninguém. 
Amei-te com a força dos corpos que se misturaram..
Com o mistério dos abraços que se desentranharam. 
Amei-te como outros quiseram ser amados..
Mas eu não podia…
Eu não saberia amar ninguém mais além de ti. 
Hoje deste-me um poema
 e em troca levaste o amor que me susteve aqui.
Hoje sou eu que corto a minha alma...
Com este punhal de paz, com que jamais eu te feri!

A. Victorino